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Estado confirma Vila de Passagem em Juquehy com 72 unidades habitacionais



A Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Habitação e Urbano (SDUH), do governo do Estado, confirmou o uso do Campo de Futebol de Juquehy, na Costa Sul, para a construção de mais uma Vila de Passagem com 72 unidades habitacionais.


Diferente das moradias temporárias que estão em construção na Topolândia, na região central, essas terão cerca de 30 metros quadrados cada uma, com dois quartos sala/cozinha e banheiro, sendo que três unidades serão destinadas para Pessoas com Deficiência (PcD).


Um detalhe importante é que as unidades terão como cobertura laje de argamassa pintada de branco para ficar mais confortável. Os painéis serão montados no canteiro que será feito no local e parte da mão de obra poderá ser de trabalhadores da região.


Os recursos serão repassados pelo Instituto Gerando Falcões. Esta entidade promove integração entre recursos financeiros e técnicos a soluções oferecidas por Organizações da Sociedade Civil (OSCs) com o objetivo de gerar impacto social e ambiental positivos no Brasil. A entidade destaca que fornece às parcerias uma estratégia de investimento desenhada para gerar os melhores retornos sociais para suas doações.


Na última segunda-feira (10), um grupo formado pela secretária de Habitação e Regularização Fundiária, Mirela Rego; o secretário de Urbanismo, Leandro Fernandes; além da equipe da Diretoria de Projetos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e da Gerando Falcões, esteve no campo para avaliar o espaço indicado pela Prefeitura de São Sebastião.


Essas unidades devem atender, principalmente, moradores da Costa Sul que não puderem ser levados para os apartamentos em Bertioga. Dos 300 disponibilizados pelo governo do Estado, faltam apenas 31 para serem ocupados.


Topolândia


As obras para a construção da primeira Vila de Passagem de São Sebastião, na Topolândia, está quase pronta e a previsão é ser entregue até o final de abril. No bairro, são 144 unidades, sendo 72 na Rua das Mangueiras e mais 72 na Avenida Professor Machado Rosa.


Os imóveis são levantados pela empresa JLA Construção em Madeira e as casas terão sua estrutura em madeira de reflorestamento. Cada uma tem cerca de 18 metros quadrados composta de quarto, sala e cozinha em uma área comum, além de banheiro.


Definitivas


De acordo com a CDHU, já será feito o projeto para a construção definitiva das casas que serão implantadas na Topolândia. Na Baleia Verde e em Maresias, serão mais 704 unidades habitacionais, sendo que na primeira, estão previstos dois prédios com 242 e 276 unidades habitacionais de 42 metros quadrados cada uma. Em Maresias, serão 186 apartamentos.


Segundo o cronograma da Secretaria Estadual de Habitação, os 518 imóveis a serem erguidos na Baleia Verde serão feitos a partir de um sistema de construção pré-modulado conhecido como ‘wood frame’ e serão os primeiros a serem entregues. São finalizações mais rápidas do que as versões tradicionais de alvenaria, que ficam prontas em até 36 meses, e cada uma vai custar R$ 138 mil aos cofres estaduais.


Em Maresias, as unidades habitacionais serão erguidas também a partir de um sistema pré-fabricado, mas em concreto estrutural, e devem demorar um pouco mais para ficarem prontas. Para receber os empreendimentos, os terrenos vão receber calçamento e sistema de iluminação pública.


Sistema construtivo


O wood frame é um sistema construtivo amplamente utilizado em países como Estados Unidos, Alemanha, Japão, Chile e Nova Zelândia, que foi desenvolvido para trazer mais celeridade às obras, aproveitando os recursos renováveis e com menos geração de poluentes.


Neste modelo, a estrutura é feita com madeira de florestas plantadas e certificadas. Com esta técnica é possível reduzir consideravelmente a emissão de gás carbônico para a atmosfera. Outro ponto importante a ser destacado é que quando se utiliza o wood frame no modelo de construção industrializado tem-se o benefício de ter uma previsibilidade de utilização de materiais muito maior, evitando assim o desperdício e a geração de resíduos.


Um dos motivos de até 90% no uso de água é porque, neste modelo, não é realizada produção da argamassa (cimento, areia e água) para a estrutura e paredes, o que traz uma economia expressiva ao final da obra.


Para os moradores, o principal benefício percebido com o uso dessa técnica está na eficiência energética do sistema. Como a madeira possui baixa condução térmica, é possível ter uma melhor regulação de temperatura interna da residência, evitando o uso contínuo de equipamentos climatizadores, como ar-condicionado e ventiladores. Ou seja, a casa ou apartamento torna-se um local mais agradável, com um conforto térmico superior às residências de alvenaria convencional.


Para a qualidade de vida, ainda pode-se ressaltar o desempenho acústico das habitações em wood frame, que possuem uma excelente vedação de ruídos externos.


É importante ressaltar ainda, que no sistema construtivo em wood frame, a residência é produzida integralmente com paredes estruturais, podendo serem utilizadas da mesma maneira que as construções tradicionais, com a fixação de móveis com tranquilidade.


Para quem tem dúvidas sobre áreas molháveis ou molhadas, os entrepisos e painéis de parede são pensados para otimizar o uso dessas regiões. São adicionados tratamentos na madeira destes locais, além do uso de membranas e revestimentos, que permitem o uso normal dos imóveis, sem preocupações com manutenções extras.


Outra dúvida que geralmente aparece é sobre a fachada. Tanto nos painéis internos quanto nos externos, são realizados acabamentos e revestimentos (gesso, placas cimentícias e etc.) que além de conferirem a proteção da estrutura, ainda finalizam a obra, deixando a residência com o aspecto tradicional.


Fonte: Departamento de Comunicação/PMSS

Foto: Divulgação/PMSS

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