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Começam as obras de construção de moradias populares em Maresias, na Costa Sul de São Sebastião


Teve início, nesta semana, as obras de construção das moradias populares em Maresias, na Costa Sul de São Sebastião. O serviço de infraestrutura é executado pelo Ayla Construtora, contratada pelo Governo do Estado, assim como a Itajaí fará as edificações das casas.


O prefeito Felipe Augusto, acompanhado do secretário estadual da Gerência de Apoio do Litoral Norte, coronel André Porto, engenheiros e equipes da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), vistoriaram todas as áreas que receberão empreendimentos populares para atender as vítimas da tragédia de 19 de fevereiro.


São duas Vilas de Passagem na Topolândia, região central, e uma no bairro de Juquehy, totalizando 216 unidades. Já na Baleia Verde (518) e Maresias (186), são 704 moradias, no total, em caráter definitivo.


Felipe Augusto destacou a importância das ações em parceria com o Estado e o governo federal. “As obras estão acontecendo e nunca uma operação desse tamanho foi registrada no País. É uma virada de chave nas questões ambientais e de suporte humanitário”, reforçou.


Construções


Em Maresias, conforme a CDHU, será feito o Conjunto Habitacional São Sebastião V, com quatro prédios de quatro andares, sendo oito apartamentos por andar. A construção será em uma área de 12 mil metros quadrados e ainda haverá dois centros de apoio ao condomínio. Cada unidade terá 44 metros quadrados e o sistema construtivo será de alvenaria estrutural.


Na Baleia Verde, as obras do Conjunto Habitacional São Sebastião T/U já estão um pouco mais adiantadas e no local, em uma área de 39 mil metros quadrados, serão erguidos 30 prédios de quatro andares (térreo mais três), de quatro apartamentos por andar com 42 m², e mais 20 unidades térreas, mais 18 para pessoas com deficiência (PcD), de 41 m² e 47 m², e quatro centros de apoio ao condomínio.


As unidades serão construídas com o sistema wood frame, amplamente utilizado em países como Estados Unidos, Alemanha, Japão, Chile e Nova Zelândia, que foi desenvolvido para trazer mais celeridade às obras, aproveitando os recursos renováveis e com menos geração de poluentes.

Neste modelo, a estrutura é feita com madeira de florestas plantadas e certificadas. Com esta técnica é possível reduzir consideravelmente a emissão de gás carbônico para a atmosfera.


Outro ponto importante a ser destacado é que quando se utiliza o wood frame no modelo de construção industrializado tem-se o benefício de ter uma previsibilidade de utilização de materiais muito maior, evitando assim o desperdício e a geração de resíduos.


Para os moradores, o principal benefício percebido com o uso dessa técnica está na eficiência energética do sistema. Como a madeira possui baixa condução térmica, é possível ter uma melhor regulação de temperatura interna da residência, evitando o uso contínuo de equipamentos climatizadores, como ar-condicionado e ventiladores. Ou seja, a casa ou apartamento torna-se um local mais agradável, com um conforto térmico superior às residências de alvenaria convencional.


Ocupação


Para as Vilas de Passagem serão transferidas as famílias que não quiseram ir para um dos 300 apartamentos cedidos pelo Governo do Estado no município vizinho de Bertioga. Até esta quinta-feira (20), 285 unidades já estão ocupadas.


Após a conclusão das unidades definitivas, essas famílias das Vilas de Passagem e dos apartamentos serão transferidas para as novas moradias. A previsão é que elas fiquem prontas em até 180 dias após o início das obras.

Lembrando que esses moradores estão recebendo produtos linha branca como geladeira, fogão e micro-ondas, além de botijões de gás doados por empresas e populares.


Fonte: Departamento de Comunicação/PMSS

Foto: Divulgação/PMSS

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