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Caraguatatuba abre inscrições para casas religiosas participarem da 39ª Festa de Iemanjá


A Prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria de Turismo, informa que as inscrições para as casas religiosas que queiram participar da 39ª Festa de Iemanjá estão abertas até às 16h do dia 29 de setembro.


O evento está previsto para ocorrer no dia 9 de dezembro, na Praia do Centro. Para se cadastrar, a instituição interessada deve preencher o formulário eletrônico disponibilizado aqui. No mesmo endereço, é possível consultar o regulamento completo com as condições do cadastramento.


A Prefeitura vai disponibilizar cerca de 40 espaços para que os integrantes das casas religiosas façam suas homenagens à Iemanjá. A disposição de cada tenda se dará conforme a ordem de inscrição, sendo os números pares do lado esquerdo e os ímpares do lado direito da imagem.


No dia da festividade, o período de montagem das tendas será das 8h às 15h. A Prefeitura destaca que é proibido depositar oferendas ao redor da imagem e não será permitida a permanência de veículos próximos aos espaços na praia, ficando cientes que esses estarão sujeitos às penalidades impostas pela Secretaria de Mobilidade Urbana e Proteção ao Cidadão.


A relação de participantes será publicada no dia 9 de outubro no site www.caraguatatuba.sp.gov.br. Mais informações podem ser obtidas na Secretaria de Turismo, pelo telefone (12) 3897-7910.


Autorização de veículos


As entidades que vierem de ônibus devem solicitar a autorização de entrada de veículos de passeio no município, por meio do site 156.caraguatatuba.sp.gov.br ou telefone (12) 3897-8800. O pedido deve ser feito com antecedência de, no mínimo, 10 dias úteis. Não há custo para essa autorização.


História da Festa de Iemanjá


A tradição da festa em homenagem à Iemanjá teve início no ano de 1923 quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas. Nesta época, os peixes estavam escassos no mar. Todos os anos os pescadores pedem a Iemanjá que lhes dê fartura de peixes e um mar tranquilo.


No início, a celebração era feita em conjunto com a Igreja Católica, numa demonstração do sincretismo religioso. Na década de 1960, um padre teria ofendido os pescadores, chamando-os de ignorantes por cultuarem uma sereia. O fato provocou um rompimento com a igreja e a partir daí os pescadores passou a realizar a festa apenas em homenagem a Iemanjá.


Existe uma superstição sobre os presentes dados a Iemanjá que não afundam, indo parar na areia da praia. Segundo ela, Iemanjá não gostou do presente e o teria devolvido causando grande frustração aos devotos. Em geral, presentes feitos com materiais leves ou ocos costumam não afundar. Nem mesmo o presente principal, feito pelos pescadores, está livre deste infortúnio. Algumas vezes foi preciso amarrá-lo a algo pesado para que pudesse afundar.


Segundo a lenda, o cavalo marinho é o guardião da casa de Iemanjá, sendo ele o seu mensageiro mais rápido. É comum que imagens deste animal sejam oferecidas pelos devotos.


Todos os anos um presente principal é preparado para ser oferecido à Iemanjá e com ele vão as oferendas preparadas pela ialorixá responsável pelo comando da festa. Estas oferendas, cujos preparativos são cercados de rituais e fundamentos sagrados e secretos, demoram sete dias para ficarem prontas.


Fonte: Secretaria de Comunicação/PMC

Foto: Divulgação/PMC

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