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Após passar seis meses em reabilitação, gaivota é devolvida para natureza em Ubatuba


Mais uma história com final feliz para vida marinha. Desta vez, trata-se da soltura ao seu habitat natural de uma gaivota (Larus dominicanus), que foi resgatada no dia 11 de janeiro em Ubatuba, pela equipe executora do Projeto de Monitoramento de Praia da Bacia de Santos do Instituto Argonauta, depois de passar por reabilitação, acabou sendo solta no sábado (10), dia de encerramento da 9ª edição da Semana do Mar, um evento que integrou a programação do 12º Festival da Mata Atlântica.


Segundo informações, a gaivota foi entregue por um munícipe no Aquário de Ubatuba e, logo em seguida foi iniciado seu processo de reabilitação no Centro de Reabilitação e Despetrolização (CRD) de Animais Marinhos, localizado na base do Instituto Argonauta em Ubatuba. Quando deu entrada no CRD, o animal estava magro, com uma quantidade excessiva de piolhos, com as penas em más condições, e com uma fratura antiga na ponta do bico.


A equipe de reabilitação do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacias de Santos (PMP-BS) do Instituto Argonauta conduziu alguns exames, com o objetivo de obter uma avaliação mais minuciosa do quadro de saúde da gaivota. Foram seis meses de recuperação e cuidado especializado: como uma dieta específica para melhora do estado de saúde geral da ave e da anemia, além de receber o tratamento adequado para todas as questões de saúde que foram diagnosticadas nos exames.


Como as penas estavam muito comprometidas e impossibilitavam voos de longa distância, o animal recebeu uma estimulação para o crescimento de penas novas e saudáveis. Passados então os seis meses de tratamento intensivo, dieta adequada e procedimentos, as penas novas tiveram seu crescimento completo, e a gaivota iniciou o treinamento de voos completos e longos no recinto reservado para sua recuperação.


Com uma melhora significativa em seu quadro clínico, foram realizados todos os exames que confirmaram que a gaivota estava apta para ser devolvida para natureza e, sua soltura, foi realizada ao som de aplausos durante a tradicional Semana do Mar.


Último balanço


Durante o mês de maio, ao todo, 54 ocorrências envolvendo animais marinhos vivos debilitados ou mortos foram registradas pela equipe PMP-BS do Instituto Argonauta, na região do litoral norte de São Paulo, que abrange as cidades de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba).


Segundo os dados da instituição, do total, o grupo que registrou o maior número de atendimentos foi o de répteis – representando 90,7% das ocorrências. Já o grupo de aves marinhas, representou 7,4% do total de atendimentos e, por fim, o grupo de mamíferos representou 1,8% do total das ocorrências no último mês.


No âmbito do PMP-BS, entre as espécies atendidas pelo Instituto Argonauta do grupo de répteis no mês de maio de 2023, estão a tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) e a tartaruga-verde (Chelonia mydas), sendo que 14,3% representa o percentual de animais vivos do grupo.


No grupo de aves do mesmo período, as espécies atendidas foram biguá (Phalacrocorax brasilianus), pardela-de-bico-preto (Puffinus gravis) e trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), sendo que 50% do total das ocorrências registradas neste grupo foi de animais vivos. Por sua vez, a única ocorrência do grupo de mamíferos foi de uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) morta.


A equipe de reabilitação do Instituto Argonauta é composta por médicas(os) veterinárias (os), biólogas (os), oceanógrafos (as), tratadores e técnicos que atuam no atendimento e reabilitação dos animais aquáticos, auxiliam no diagnóstico, além de realizarem as necropsias dos animais encontrados mortos. Os animais atendidos pela equipe chegam até a instituição através das equipes de monitoramento do PMP-BS ou acionamento da população.


CRETA - Já no Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Aquáticos (CRETA) do Instituto Argonauta, que funciona em parceria com o Aquário de Ubatuba, foram atendidas três aves durante o mês de maio, das espécies periquito-rico (Brotogeris tirica), bem-te-vi (Pitangus sulphuratus) e garça-brancagrande (Ardea alba), sendo que este último foi a única ocorrência de animal morto do mês no Centro.


O CRETA é um espaço destinado aos animais aquáticos resgatados no Litoral Norte de São Paulo. Eventualmente também são atendidos animais da fauna silvestre terrestre, posteriormente encaminhados a outras instituições responsáveis por esses grupos.


Sobre o Instituto Argonauta


O @institutoargonauta foi fundado em 1998 pela Diretoria do Aquário de Ubatuba (@aquariodeubatuba.oficial) e reconhecido em 2007 como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público). O Instituto tem como objetivo a conservação do Meio Ambiente, em especial dos ecossistemas costeiros e marinhos. Para isso, apoia e desenvolve projetos de pesquisa, resgate e reabilitação da fauna marinha, educação ambiental e resíduos sólidos no ambiente marinho, dentre outras atividades.


Sobre o PMP-BS


O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.


Esse projeto tem como objetivo avaliar os possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos animais encontrados mortos. O projeto é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. O Instituto Argonauta monitora o Trecho 10, compreendido entre São Sebastião e Ubatuba.


Para mais informações sobre o PMP-BS, consulte: www.comunicabaciadesantos.com.br


Seja um Argonauta!


Venha conhecer o Museu da Vida Marinha @museudavidamarinha, na Avenida Governador Abreu Sodré, 1067 – Perequê-Açu, Ubatuba/SP, aberto diariamente.


Também é possível baixar gratuitamente o aplicativo Argonauta, disponível para os sistemas operacionais iOS (APP Store) e Android (Play Store). No aplicativo, o internauta pode informar ocorrências de animais marinhos debilitados ou mortos em sua região, bem como informar ainda problemas ambientais nas praias, para que a equipe do Argonauta encaminhe a denúncia para os órgãos competentes.


Conheça mais sobre o trabalho do Argonauta em: www.institutoargonauta.org, www.facebook.com/InstitutoArgonauta e Instagram: @institutoargonauta


Fonte: Assessoria de Comunicação Argonauta

Foto: Divulgação/Argonauta

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