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Agentes da Defesa Civil de São Sebastião se reencontram com vítimas que resgataram da catástrofe


O último sábado (1º) foi marcado por muita emoção no reencontro de agentes da Defesa Civil de São Sebastião com algumas vítimas da catástrofe de 19 de fevereiro e que foram transferidas para o Conjunto Habitacional Caminho das Flores, no bairro Quaresmeira, no município vizinho de Bertioga.


Uma delas foi a pequena Nathaly Vitória Silva, 10 anos, que ficou sobre os escombros e foi resgatada pelo coordenador municipal da Defesa Civil, Wagner Barroso, com auxílio dos agentes Bruno Angeli e Osmar Xavier, além de dois moradores.


“Eu já tinha perdido o irmãozinho dela (Levy Santos Oliveira, 9 meses) para a enxurrada e minha atenção era para salvar a Nathaly que estava soterrada e os pais agoniados”, conta emocionado. A garota foi retirada dos escombros em estado grave, com as duas pernas feridas, sem expectativa se ficaria bem.


Levada para o Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba, ela ficou 30 dias internada e voltou totalmente recuperada. Desde então, a gratidão da garota para com a equipe da Defesa Civil só tem aumentado.


“Ela sempre pede para que a gente venha visitá-la”, conta Barroso, que faz questão de retribuir esse carinho para com a comunidade que perdeu parentes, seus lares e precisou recomeçar uma nova vida. “São lembranças que dificilmente vão esquecer e esse nosso abraço ainda é pouco perto de tudo que terão de reconstruir”, pondera o coordenador da Defesa Civil.


O técnico em climatização, Wagner de Oliveira Santos, 31 anos, pai das crianças, conta que a alegria em sua casa temporária é sempre assim, em toda visita. “Minha filha pede para que eles venham aqui e é uma alegria sem tamanho. Para nós, eles representam a esperança, o renascimento daquele dia terrível”.


A cabeleireira Jéssyca Tatyane Neri da Silva, 29 anos, também relembrou o fatídico dia. Ela teve fratura exposta em uma perna, quebrou a tíbia e a fíbula. Também teve lesões do nervo no braço direito, grau 2 e grau 3 no pé direito, passou por uma cirurgia na perna esquerda e colocou uma haste de aço que vai do joelho ao calcanhar.


Nesse dia, ela perdeu sua avó Maria Anunciada Neri da Silva, 79 anos. “Ficamos soterradas de três a quatro horas no dia da tragédia, até que fui socorrida, mas ela não aguentou. Essa visita é um gesto de carinho. Achei bem humano da parte deles procurar saber como estão algumas das vítimas após a tragédia”.


Fonte: Departamento de Comunicação/PMSS

Foto: Divulgação/PMSS

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